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"cogito, ergo, suo" Bolesław Mąndrowięśki
ARQUIVO MORTO
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22.8.08
Então, como foi dito anteriormente, enquanto hoje comemora-se em toda a cristandade o dia da Virgem Maria Rainha, vem à luz mais um quadro que, conforme já descrito anteriormente, desde o ano da graça de dois mil e um estava no limbo das criaturas inacabadas:
40x110cm pirotecnia e assemblage sobre madeira tá certo que ficou um tanto maneirista e formalizado, mas a ocasião era para este tipo de ação, de purgar certas idéias e intenções. e mais um detalhe, com a colagem por trás do buraco feito pelo Alarico durante a expiação, da fotografia de uma gravura minha, pela qual tenho especial predileção e que fica como espécie de relíquia, a resguardar este neófito:
| 19.8.08
alguns detalhes dos defeitos morais de nosso catecúmeno, já trabalhados pela ígnea vontade
o trabalho de conversão é árduo, mas logo ele estará entre os eleitos estes azuis que aparecem aí são reflexo do céu, talvez um sinal... | 18.8.08
Auto-de-fé em um trabalho que desde 2001 vinha se arvorando como se odisséia fosse. O registro é um pouco longo para não desonrar a trilha sonora do meu homônimo Debussy e, antes que atirem impressionismos sobre mim, sim, em vários momentos são duas gravações da mesma música sobrepostas, com uma pequena latência entre elas. então, seguindo os preceitos de Agostinho e demais Doutores da Igreja, a paciência é uma virtude que deve ser praticada, ainda mais no seutube | 13.8.08
não que seja relevante, mas a verdade toda está neste filme, mormente nesta música: entonces, tirando o tecido, surge um autêntico quadro expressonoista tachistabstardo, quiçá o único de sua laia:
dziesięć lat po ©boczon, 2008 90x120cm mista e monotipia sobre tela e detalhes desta poética de sobreposições, veladuras, resquícios, pistas, engodos, ocultamentos e revelações, negações peremptórias e afirmações sarcásticas que levou dez anos para ser construída e, agora, definida:
that's all folks! | 11.8.08
dando continuidade ao trabalho, cerrou-se o idílio da formalização bonitinha e partimos rumo ao pantanoso, repleto de brumas e temeroso campo da escola estética que, oxalá, um dia todos professarão: o expressonoismo tachistabstardo
como de praxe (ainda), tecido umedecido sobre a tela, com tinta a óleo azul ultramar extremamente diluída em terebentina
sobre ele também acrílica terra queimada e azul cobalto, diluídos com muita água, cola PVA e pó de grafite
mais uma velada com aquela água preta que teima em craquelar
e agora é esperar secar a pajelança | 10.8.08
detalhes do lavoro dominical pollackiando* o fundo de uma tela
e o rumo que o trabalho tomou, por enquanto
gororobas** diversas e muita água sobre tela 90x120cm minhas apologias pelo reflexo do flésch, mas não teve jeito de evitar usá-lo *termo cunhado por Ronald Yves Simon, sobre os meus, por assim dizer, fazer artístico e bagagem cultural **selador para madeira nitocelulósico (ou algo assim), aguarrás e um líquido que preparei para tingir papel, à base de água | 8.8.08
pôr-do-sol do outono próximo passado meu scanner tá pedindo arrego, mas ainda quebra o galho, e a música tem que ser esta: 1ª leva
vista dos fundos da casa da Donanna, antiga fábrica da Antarctica maio/junho de 2008 Praktica MTL-3 80-200mm, c'o zoom no talo Kodak pro-image 100 | 4.8.08
óbvio, e ainda ululante E agora José? A festa acabou, a luz apagou, a noite esfriou e agora, José? e agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? E agora, José?
Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, o dia não veio, o bonde não veio não vale a utopia e tudo mofou, e agora, José?
E agora, José? sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio - e agora? Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta, quer morrer no mar, mas o mar secou, quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora? Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse, a valsa vienense se você dormisse, se você cansasse se você morresse... Mas você não morre você é duro, José.
Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, para se encostar sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, para onde? José Carlos Drummond de Andrade, que só trocou o nome Vento Sul ©boczon, 2001 acrílica e monotipia sobre madeira 80x110cm | 31.7.08
enquanto não tenho todo o material sobre a aventura em Tatuí e Campinas, segue no primeiro esboço o makin of do sábado em Tatuí, com fotografias da Marcia e do Ige:
entrevista ao vivo para a Sandra Bulock local, chegamos cinco minutos antes do link do telejornal e eu nem havia sido apresentado ao Robert ainda, mal deu tempo de descarregar a tela e pedir para alguém mantê-la em pé, por trás 22.7.08
CAVADORES DO MUNDO # 2
Siga a escavação no blog: armazém peri s.c. Para conhecer o início da obra: o contrário é a mesma coisa update em 24/07 A Juglioli, do blog Só poesias e outros itens... está fazendo a cobertura da escavaperfuroburacação, e tem até um flagrante dos três primeiros cavadores, na saída do poço:
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